Copa 2010

jun
26

O pior da Copa

Publicado às 12:55 110 comentários
ENVIE SEU COMENTÁRIO
X

* campos obrigatórios

  1. Digite os números acima e clique no botão Enviar

  2. AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião de Terra Networks Brasil S.A. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. Terra Networks Brasil S.A. poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Felipe Andreoli

Descobri que aqui em Johanesburgo é sempre bom ficar de olho no retrovisor. Crédito: Felipe Andreoli

Felipe Andreoli
Direto de Johannesburgo

E aí, beleza?

Sei que hoje o coro da comendo nas oitavas, tô vendo Uruguai 1 x 0 Coreia do Sul, mas hoje voi relatar o momento mais lamentável da viagem até agora.

Voltamos de Durban bem cedo, 7h da manhã, check in 6h, acorda às 5h. Umas 8h30 estávamos no nosso carro da Band, de volta a Joburg, a caminho do hotel, mortos de sono. Fomos parados numa blitz, salvo engano, em Pretória. Autoridade enconstou nosso carro, um colou na minha janela e outro na janela na do motô. O de lá começou a falar em zulu com o Meschak, enquanto o do meu lado chegou com um papinho todo simpático, perguntando se eu tava gostando da África do Sul, de onde eu era, essas coisas.

O polícia era um negão de sorriso largo, que ia de orelha à orelha, e mostrava que seus dois dentes da frente eram levemente separados e o vão tapado por um pedacinho de ouro. Detalhe meigo: em um dos dentes ele tinha uma estrelinha de ouro, tipo aquelas de bom comportamente, apesar dele não merecer.

Após todas as perguntinhas “salve simpatia” ele mandou assim, na cara larga: O que você tem pra mim? Quase que não entendi, fiquei com vontade de responder com outra pergunta: Como assim?

Tava tudo em ordem com a documentação do carro, mas nada o impediu de tentar tirar uma graninha ali, como se fosse um pedágio, um caixa automático de gringos otários. Me controlei, dei uma de Zé Mané, e falei que lhe daria uma camisa da Seleção Brasileira, mas com estávamos voltando de viagem, não tinha nada ali. Ele sorriu novamente e nos liberou.

Na sequência, liberados pelo chefia, comecei a xingar em português, inglês, saiu até em zulu e sutu. O motorista deu uma leve risadinha e disse: Aqui é assim. Muitas vezes eles param motoristas de táxi e nem pedem nada, só o dinheiro. Fiquei impressionado com a clareza do pedido do safado, e voltei xingando até o hotel. E então cheguei à conclusão como ele colocou aquela estrelinha no dentinho da frente.

Amanhã falo de futebol, juro.