Brasil brasileiro,
A previsão do tempo, pasmem, acertou, e o jogo entre Brasil e Coreia do Norte bateu -2 C, e sensação térmica, amiguinhos, de -8 C. Algo de chorar, juro, não conseguia me concentrar no jogo. Ficava balançando as pernas que nem um maluco, isso porque estava com roupa térmica, terno, sobretudo, cachecol e luvas. E não adiantou. Nunca senti tanto frio na minha vida, opinião compartilhada por meus companheiros de equipe, inclusive um dos nossos produtores que é argentino, ou seja, mais acostumado com o frio do que nós, pobres brasileiros neste frio tremendo e de tremer.
É claro que foi demais participar da festa, cantar o hino com vontade (afinal de contas hino tem que tocar SÓ em jogo da seleção, em campeonato nacional é insuportável e sem sentido), ver a moçada em campo, e ganhando, que é o que importa na estreia. Jogamos melhor na segunda etapa, mais relaxados e mais aquecidos, fizemos dois belos gols, o lindo três dedos do Maicon e o passe de sinuca do Robson pro Elano. Tomamos um gol de bobeira no final, espero que não precisemos ficar preocupados com o saldo de gols.
Mas o frio incomodou demais. Fiquei matutando, pensando que Copa tinha que ser sempre no hemisfério norte, onde está calor neste época do ano. Ou passar a Copa pro fim do ano e fazer no hemisfério sul. Sei lá. O frio encolhe as pessoas em seus assentos, não temos aqueles malucos com os corpos todos pintados, no máximo um rosto ou uma careca. As camisas das seleções dão espaço a agasalhos e casacos. A Copa fica mais cinza. Deixa pra lá, o que importa mesmo é o mundial ser verde e amarelo.
Vou colocar uma meia, pra manter o pé quente,
Felipe

